19. mar, 2019

Psicologia na Condropatia

Hoje eu trouxe o texto do psicoterapeuta Carlos César Petruy  sobre a importância da psicologia no tratamento da condropatia.

Possui Graduação em Psicologia pela Faculdade Evangélica do Paraná (2009 )  -  CRP – 08/15211,  Psicólogo clínico desde 2010.
2- Possui graduação em Letras Português Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1987)             LP 32.284.
3- Trabalhou no Ministério da Defesa – Força Aérea Brasileira (1975- 2003)
mantém um consultório particular para consultoria, orientação e acompanhamento psicoterápico a adolescentes, adultos e idosos.

Utiliza a terapia cognitiva e voltado para estudos da área da neuropsicologia, proporcionando aos clientes uma melhor estruturação de enfrentamento de problemas psicológicos, psicotraumas, distúrbios emocionais e quadros de sofrimento de distintas ordens. Realiza psicoterapias individuais,e habilitado em EMDR. O objetivo dos atendimentos sempre é o mesmo: proporcionar melhor qualidade de vida aos clientes.

Ele fala sobre lesões em alto rendimento também para os atletas que possuem a lesão:

Para muitos treinadores: “Treinamento difícil é jogo fácil”.

Atletas de alto rendimento, seja na fase básica ou atuando em esfera profissional, com uma rotina de treinamentos exaustivos, levam ao extremo o esforço de suas possibilidades corporais durante a preparação, considerando fortalecer a sua musculatura e condicionamento da propriocepção específica, onde o risco de lesão por algum descuido pode ocorrer ao exigir o seu esforço máximo.

Um exemplo de lesão é a condromalácia patelar, considerada como uma das disfunções que mais afetam os membros inferiores atingindo com mais frequência mulheres e pessoas acima do peso.  Popularmente pode ser conhecida como "dor anterior do joelho".

O atleta lesionado geralmente apresenta uma série de reações emocionais, pensar que nunca mais se recuperar, o medo de lesionar-se novamente e não conseguir retornar a mesma condição, ainda como agravante: a possibilidade de deixar sequelas e outros pensamentos perturbadores que afetam a sua autoestima e qualidade de vida.

Outrossim, no processo de reabilitação, de alguma forma, distanciam-se do seu grupo, gerando um desconforto psíquico de isolamento e nesta fase faz-se a importância de uma rede de apoio psicológico associado a sua reabilitação física.

Uma lesão isola o atleta, tanto na fase de preparação ou durante a competição, deixando-o sem condições de continuidade, afetando inclusive o inconsciente coletivo do grupo. Desta forma, as lesões esportivas, mesmo quando não deixam sequelas, durante o período de recuperação, tratamento e reabilitação, também influenciam na sua parte emocional e psíquica, podendo ampliar o trauma físico para um “psicotrauma”, que se não for tratado adequadamente poderá permanecer atemporal, muito embora cada caso é um caso e existe ainda o fator resiliência de cada idiossincrasia que pode atenuar ou agravar a situação.

Enfatizando a retórica explanada, as implicações psicológicas das lesões esportivas podem gerar sentimentos de medo, frustração, tristeza e pessimismo, gerando impaciência, ansiedade, o que pode diminuir a autoestima, baixando a imunidade e prejudicando a etapa de reabilitação.

Faz-se necessário procurar elevar a autoestima do atleta lesionado nestes momentos de sua fase de reabilitação, desta maneira, o profissional da psicologia pode ser de grande ajuda, utilizando e aplicando os recursos psicoterapêuticos específicos, uma rede de apoio com sustentação cientifica, até que o atleta possa retornar a uma qualidade de vida desejável.

Espero que o texto ajude aos meus leitores e traga maior conhecimento sobre o assunto.